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Diferença entre Cimento e Concreto

November 4th, 2009 Leave a comment Go to comments

O modo como construímos e demolimos as nossas estruturas teve um grande desenvolvimento com o decorrer dos anos. Poderemos dizer que desde que os Gregos introduziram o conceito de mistura de cimento misturando água com asfalto e outros componentes, a construção foi sendo revolucionada, pelo que vemos cada vez mais construções melhores e mais seguras.

Diferença entre cimento e concreto:
cimentoconcreto
Mas um dos principais mal-entendidos consiste no que diz respeito ao que significa ‘cimento’ e ‘concreto’. Não são a mesma coisa, ao contrário do que muitos defendem. O concreto é utilizado na feitura da passeios e na construção de fundações, não o cimento. Isto não diminui a importância do cimento.

O cimento é uma parte importante e vital do concreto. Outros ingredientes podem ser adicionados, incluindo gravilha ou pedra partida a que chamamos normalmente ‘agregado’, areia, água que potencia as suas qualidades. Muitos dos camiões que têm a clássica cisterna giratória são na realidade betoneiras de concreto e não betoneiras de cimento, ao contrário do que a maioria das pessoas deduz.

O cimento pode ser adicionado ao concreto, o que é vulgarmente conhecido como ‘cimento de Portland’ devido ao seu inventor, Joseph Aspdin, um pedreiro que descobriu que a sua cor era muito parecida com a da pedra calcária extraída da ilha de Portland.

Em 1824 Aspdin registou a patente para o cimento que hoje conhecemos. Aspdin executou a tarefa de misturar cimento aquecendo calcário e barro até a mistura estar completa, juntando-lhe químicos e depois secando-o.

Mais tarde, o resultado do composto desenvolveu-se até se tornar num pó muito fino. Ao misturar água ao pó produz-se uma pasta branca, resultado do processo chamado hidratação, em que a água, junta com outros componentes, como o cálcio, silicone, alumínio e ferro, resulta numa massa rígida que pode ser utilizada na construção.

Este tipo de cimento de ‘portland’ não se limitava a secar, mas transformava-se, após um certo período de tempo, num componente diferente que era extremamente forte. Uma vantagem deste tipo de concreto é que, apesar de ser extremamente difícil de quebrar, é muito fácil de separar.

É o ideal para fazer reparações. Porque o concreto pode ser facilmente separado ou fendido, uma modo de o fortalecer é utilizar varas de aço como reforço, e isto é o que vemos em muitas construções de estradas. Este processo é conhecido como rebarramento e o que mantém o concreto no seu lugar permite que, com o tempo, abra fendas.

Apesar de as fendas serem inevitáveis, o desafio é mantê-las suficientemente pequenas para que não causem o colapso da estrutura. Há uma outra maneira de reforçar o cimento, que é adicionar-lhe fibras, normalmente filamentos feitos de aço, polipropileno ou polimorfia.

Isto leva a que o concreto fique mais forte e reduza os riscos de falhas estruturais. Isto funciona bem porque com calor intenso as fibras ganham volume deixando aberturas de vácuo que actuam como válvulas de vapor para aliviar a pressão do vapor.

É assim que vemos a tecnologia e a manutenção que estão por detrás do concreto e da mistura de cimento. Não há dúvidas de que a tecnologia continua a evoluir e ainda veremos novos componentes serem adicionados para que façam o cimento e o concreto mais fortes.

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